A criminalidade em Marselha

Marselha fica na costa sul de França, a 110 milhas a oeste da famosa e deslumbrante Riviera Francesa. É a cidade mais antiga de França, cujas origens remontam a 600 a.C., e tem cerca de 850 000 habitantes, sendo a segunda maior cidade de França.

Criminalidade em Marselha - taxas de criminalidade em Marselha 1

Recomendamos que não te aproximes desta cidade perigosa e corrupta.

É uma cidade de contrastes, com as zonas mais ricas, na sua maioria brancas, a sul do centro da cidade, e os bairros mais pobres a norte do centro, onde 40% de pessoas vivem abaixo do limiar da pobreza. Muitos chamam a Marselha de a cidade mais pobre de França. Quem tem dinheiro vive nos subúrbios, enquanto os bairros a norte estão repletos de blocos de apartamentos altos (às vezes chamados de guetos), ocupados principalmente por imigrantes e jovens marginalizados.

A criminalidade está a grassar na cidade, com taxas elevadas de homicídios e crimes relacionados com a droga, e a situação só está a piorar: Marselha enfrenta problemas sociais cada vez maiores. Algumas zonas nos bairros do norte tornaram-se áreas ‘proibidas’ para a polícia e os moradores montam os seus próprios bloqueios de estrada para controlar quem entra e aplicar a sua própria forma de disciplina e punição. As guerras entre gangues são a norma e os cartéis de droga operam com relativa impunidade, andam abertamente com Kalashnikovs, que se tornaram a arma preferida.

Como Marselha é uma grande cidade portuária, isso fez com que se tornasse um polo de atração para a imigração. Não há forma de saber quantos árabes/muçulmanos vivem em qualquer cidade específica, porque o registo por religião ou origem étnica é proibido por lei; no entanto, os estudos mais recentes em Marselha sugerem que cerca de um terço dos ‘marselheses’ são agora muçulmanos. Ainda em 2006, foi noticiado que 70 000 residentes da cidade eram considerados de origem magrebina, na sua maioria argelinos. O segundo maior grupo em Marselha, em termos de nacionalidades individuais, era originário das Comores, totalizando cerca de 45 000 pessoas. Este número aumentou imenso à medida que os migrantes fogem dos conflitos nos seus países africanos e do Médio Oriente. Este grupo não se integra bem com os marselheses nativos.

Criminalidade em Marselha - taxas de criminalidade em Marselha, polícia 1

As taxas de criminalidade são mais de 5 vezes superiores às de qualquer outra cidade em França. A taxa de homicídios é especialmente elevada, já que os jovens são frequentemente encurralados e queimados vivos. Isto acontece com tanta frequência que até tem um nome: chama-se ‘Churrasco de Marselha’, e faz parte de crimes relacionados com gangues ou drogas.

Os assaltos são violentos e envolvem, normalmente, várias pessoas, que andam armadas. Aproximar-se de scooter é uma tática comum. Como o desemprego juvenil chega a atingir os 40%, são frequentes os crimes de roubo e agressão para obter objetos de valor fáceis de vender. 

Como se tudo isto já não fosse mau o suficiente, o Marselha também está numa guerra contínua com o grupo separatista corso FLNC, e já realizaram ataques com bombas em vários hotéis em Marselha.

Se tiveres de visitar Marselha, usa o bom senso e não te coloques em risco ao entrares em zonas conhecidas pelos elevados índices de criminalidade (como o terceiro arrondissement – a zona mais pobre de França –, onde mais de 50% vivem abaixo do limiar da pobreza). Não andes sozinho à noite. Se transmitires uma imagem de confiança e pareceres à vontade com o que te rodeia, é menos provável que sejas atacado.

Dá uma olhadela no nosso dicas de especialistas sobre como evitar crimes na Riviera Francesa e vê as nossas dicas específicas sobre Marselha aqui em baixo.

Por trás do crime que deu a Marselha a sua reputação de centro de tráfico de droga

Marselha tem uma longa história de atividade criminosa envolvendo a máfia, mas há um crime em particular que deu a esta cidade a reputação de capital do tráfico de droga: a ‘French Connection’. É uma história incrível que começa com dinheiro nazista roubado e termina com corrupção na Nova Iorque dos anos 70.

Na década de 1930, o chefe da máfia corsa Paul Carbone percebeu que dava para ganhar dinheiro nas ruas da América a vender heroína. Começou a transportar sementes de papoila da Turquia para França – passando por Marselha – e depois em direção ao Canadá e, por fim, aos EUA. Esta rota (que logo ficou conhecida como a ‘French Connection’) usavam Marselha como ponto de passagem porque era um dos portos mais movimentados do Mediterrâneo, o que fazia com que fosse mais difícil detetar os carregamentos.

Um homem chamado Auguste Ricord trabalhou com o Carbone para financiar a operação. Acredita-se que o dinheiro que o Ricord forneceu tenha sido obtido durante o tempo que passou na Gestapo francesa, uma ramificação do partido nazi, nos anos da Segunda Guerra Mundial. As autoridades norte-americanas já sabiam da existência da «French Connection» desde 1937, depois de terem descoberto vários laboratórios em Marselha que transformavam pasta de morfina em heroína. No entanto, a CIA terá alegadamente protegido a Bando da Córsega por causa da ajuda que deram para impedir que os comunistas franceses tomassem o controlo do Porto Velho de Marselha no final da Segunda Guerra Mundial. Isso acabou por ser um grande erro para os americanos.

A ’French Connection’ começou, aos poucos, a enviar quantidades cada vez maiores de drogas para os Estados Unidos ao longo das décadas de 1950 e 1960. Estima-se que, em 1960, chegassem às ruas americanas, por essa rota, até 5 000 libras de heroína (2 300 kg) por ano. As autoridades francesas teriam-se mostrado relutantes em prender um dos principais líderes do grupo, uma vez que este tinha feito parte da Resistência Francesa durante a Segunda Guerra Mundial.

O governo dos EUA tentou convencer a Turquia a reduzir a quantidade de ópio exportada, mas acabou por perceber que teria de acabar com a máfia por conta própria. As autoridades americanas (com a ajuda de aliados internacionais) reprimiram o tráfico e, ao longo do início da década de 1970, apreenderam carregamentos de drogas e prenderam centenas de pessoas. Ao mesmo tempo, muitos membros da máfia envolvidos foram mortos devido a disputas internas com outros grupos criminosos. Em meados dos anos 70, a ’French Connection’ estava acabada.

A «French Connection» trouxe uma quantidade enorme de drogas para os EUA – e muitos agentes da polícia de Nova Iorque aproveitaram o esquema para enriquecerem também. Na verdade, o envolvimento da polícia de Nova Iorque continua a estar no centro de um dos maiores escândalos da história os escândalos de corrupção mais infames e por resolver: em 1962, foi apreendida à gangue «French Connection» uma grande remessa de drogas – com mais de 400 libras de heroína e cocaína, cujo valor estava estimado em $73 milhões. Em 1972, descobriu-se que as drogas, que estavam guardadas num cofre da polícia de Nova Iorque, tinham sido substituídas por farinha e amido de milho e, ao longo de dez anos, vendidas nas ruas dos Estados Unidos. Quatro agentes da polícia de Nova Iorque foram implicados, um dos quais acabou por ser assassinado.

Um dos mafiosos da French Connection — que acabou por ser condenado a um total de 455 anos de prisão pelos seus crimes — está neste momento a definhar numa prisão americana; o Anthony Casso é talvez a única pessoa no mundo que alguma vez saberá quem foi realmente o responsável por fazer circular a droga nas ruas.

A ligação francesa é matéria de lendas – e um tema perfeito para Hollywood. Em 1971, William Friedkin (que, como é sabido, viria a realizar ‘O Exorcista’) fez um um filme chamado ‘The French Connection’, com o Gene Hackman. Mas os franceses já usavam Marselha como cenário famoso muito antes disso. Filmes como o de Jacques Deray, ’Borsalino‘ (1970), com dois dos atores mais populares da França da época, mostrava gangsters rivais e famílias mafiosas em conflito. Os habitantes de Marselha já sabiam há muito tempo que a cidade era palco de atividades mafiosas nefastas, mas foi o sucesso vencedor de um Óscar de ’The French Connection» que realmente chamou a atenção do público internacional.

A má fama de Marselha continua até hoje, com A grandiosa série «Marseille» da Netflix e a versão de 2014 do Cédric Jimenez sobre a operação antidroga, protagonizada pelo Jean Dujardin, chamada ‘La French’. Parece que este é um aspeto da história de Marselha do qual a cidade nunca vai conseguir livrar-se.

Últimas atualizações

A 19 de março de 2024, o presidente francês Emmanuel Macron deu início a uma operação de várias semanas contra o tráfico de droga em Marselha, uma cidade que tem sido assolada pela violência dos gangues, o que já resultou em dezenas de mortes e tornou a vida insuportável para muitos residentes. Durante a sua visita inesperada à cidade portuária do sul, que vai acolher vários eventos dos Jogos Olímpicos de Paris 2024, Macron anunciou que mais de 80 pessoas já tinham sido detidas nas primeiras operações. Nas próximas três semanas, vão ser mobilizados, semanalmente, cerca de 900 agentes da polícia em Marselha e arredores. O presidente começou a sua visita com um passeio pelo bairro de La Castellane, na zona norte , uma das zonas mais afetadas, garantindo aos residentes que a operação tem como objetivo “tentar destruir as redes e os traficantes”.”

Joseph Downing – um professor catedrático de política e relações internacionais, que cresceu num bairro social de Londres e vive em Marselha, onde tem estudado a relação entre o cidades e a polícia – disseram que era impossível para os britânicos perceberem o quão horríveis são esses bairros. Ele diz que “em termos do estado de degradação do parque habitacional, a ausência do Estado – a ausência de qualquer pessoa – não conseguimos compreender como é que isso é possível. Até a polícia tem medo de ir lá. Para nós, isto é impensável. Estes lugares estão literalmente fora do alcance do Estado. Se ligares para a polícia como morador, eles não vêm.”

Atualizações recentes — agosto de 2026

O panorama da segurança em Marselha mudou bastante desde as operações “place nette XXL” de 2024:

O número de homicídios diminuiu drasticamente. 2023 foi um ano recorde, com 49 “narchomicídios” — uma palavra composta de narcotrafico e homicídio registados na cidade. Esse número reduziu-se para metade, para 24, em 2024, e em 2025 voltou a descer: Marselha foi responsável por 55 dos 104 homicídios da região PACA em 2025, mas o seu total diminuiu — enquanto o dos Alpes-Marítimos aumentou. Os procuradores atribuem esta queda, em parte, à ação das forças da ordem e, em parte, a uma mudança no equilíbrio de poder entre os gangues, com a Máfia DZ a ter ganho vantagem sobre o seu rival, o “Yoda”. [fonte]

Outros indicadores apresentam resultados mais mistos. De acordo com os dados de 2025 do departamento de Bouches-du-Rhône: a criminalidade geral nos bairros centrais de Marselha (Belsunce, Porte d’Aix, Noailles) baixou 12,7% na sequência das operações “JUMBO” e do plano de segurança reforçado do verão de 2025, com os assaltos à mão armada na divisão central a registarem uma descida de 47%. Mas os crimes contra a pessoa aumentaram 3,9% em todo o departamento, impulsionados pela violência sexual (+8,2%) e pela violência contra funcionários públicos (+10,5%). [fonte]

Números relativos à aplicação da lei. Em 2025, foram apreendidos 1 161 kg de cocaína, o que representa um aumento de 254% em relação a 2024. O número de pontos de tráfico no departamento reduziu-se para metade em quatro anos, passando de 222 para 114 — mas o tráfico está a reorganizar-se em torno da entrega ao domicílio. As apreensões de bens de origem criminosa subiram de cerca de 6 milhões de euros em 2024 para quase 18 milhões de euros em 2025, e o prefeito afirmou, em setembro de 2025, que ainda restavam nove pontos de tráfico no centro da cidade de Marselha. A lei sobre o “narcotráfico” de junho de 2025 dá às autoridades novas ferramentas, incluindo o encerramento administrativo de negócios ligados ao tráfico e ordens de afastamento que proíbem traficantes suspeitos de entrar em áreas específicas. [fonte]

O ponto de viragem não foi uma rusga. A 13 de novembro de 2025, Mehdi Kessaci, um jovem de 20 anos sem antecedentes criminais, foi assassinado em plena luz do dia numa rua de Marselha. Era irmão de Amine Kessaci, um proeminente ativista antidroga e autor — uma ligação familiar que o Parlamento Europeu, numa resolução aprovada a 20 de janeiro de 2026, identificou como o motivo. Já foram acusadas onze pessoas no âmbito da investigação. O caso mudou o foco do debate, passando do tráfico de rua para a intimidação da sociedade civil. Desde então, Amine Kessaci tornou-se vice-presidente da Câmara de Marselha, responsável pela juventude e pela cidadania, e continua a fazer campanha apesar das ameaças constantes de que é alvo. [fonte]

Onde está a pressão agora. A DZ Mafia já não se limita ao tráfico de droga, tendo passado a dedicar-se à intimidação e extorsão de figuras públicas locais, e o seu alcance estende-se agora muito para além de Marselha, atingindo cidades de média dimensão. Esta tendência chamou a atenção a nível nacional, tornando o narcotráfico um tema central das eleições autárquicas de março de 2026. Benoît Payan foi reeleito presidente da câmara a 22 de março de 2026, com 54,34% na segunda volta. [fonte]

Para os visitantes. A violência é territorial e direcionada. Concentra-se nos bairros do norte — La Castellane , La Paternelle, os 13.º, 14.º e 15.º arrondissements — mas não no Vieux-Port, em Le Panier, em Notre-Dame de la Garde, na Corniche nem nas Calanques. O que os visitantes realmente encontram são furtos de carteiras e roubos de malas, concentrados na zona da Gare Saint-Charles, na Canebière e em Noailles. Os números relativos aos bairros centrais acima sugerem que esse problema específico melhorou.

A perspetiva e as dicas de um morador local

“Sou um inglês que vive em Marselha desde julho de 2014 e vou dar-te uma atualização sobre a situação da criminalidade e da segurança numa perspetiva local. Eu e todos os O morador com quem falo aqui tem experiência em primeira mão com crimes, sendo os mais comuns os roubos de bolsa, os furtos de carteira, os roubos de carros e os roubos de bicicletas/motos. Já me roubaram uma mala, vi o ladrão a levá-la e fui atrás dele. É a primeira vez que me acontece algo assim; tenho quase cinquenta anos e já morei em algumas zonas perigosas das principais cidades do Reino Unido, sendo que o pior que me aconteceu foi o roubo de uma bicicleta no hall de entrada de um dos blocos de apartamentos onde morei.

Algumas zonas de Marselha são muito mais perigosas do que outras. A infinidade de câmaras de vigilância instaladas recentemente pode ter tornado zonas como o Vieux Port e Panier é mais seguro, mas, com base na minha experiência e no que ouvi dizer de quem já mora aqui há muito tempo, eis alguns pontos a teres em conta:

  • No elétrico e no metro, há casos de roubos de joias, especialmente colares, que são arrancados do pescoço. Também há roubos de relógios, por isso, se alguém te perguntar as horas, faz de conta que não sabes. Por que é que te perguntariam as horas se, quase de certeza, têm um telemóvel?
  • Os carteiristas andam por toda a cidade, mas especialmente no metro. A estação de St Charles está hoje em dia cheia de seguranças e soldados. Tem muito cuidado com pessoas que esbarram em ti, grupos de jovens a darem pontapés numa bola de futebol que por acaso cruza o teu caminho… e, quando o rapaz vai buscar a bola, de alguma forma esbarra em ti, enquanto o cúmplice dele tenta tirar o telemóvel que viram antes no bolso das tuas calças.
  • Hoje em dia, uso várias carteiras discretas quando ando pelo centro da cidade, porque já perdi a conta do número de tentativas de roubo que sofri. Tenho uma mala de ombro onde cabe um smartphone, a carteira e um molho de chaves, e que dá para esconder debaixo da roupa. As pessoas daqui que conheço nunca andam com uma mala à noite.
  • Sugiro que deixes o teu relógio Nice, as joias de ouro e o smartphone em casa e, quando estiveres na rua, uses um dos mapas gratuitos que estão disponíveis no posto de informação turística.
  • A zona delimitada pela Allee Gambetta , Rua da Grande Armée e a Canebière deves evitar isso, assim como as ruas secundárias perto da estação de St Charles . De qualquer forma, não há nada de interessante por lá. Uma exceção talvez seja o restaurante vegetariano Grain du Sable na rue Baignoir, aberto à hora do almoço.
  • A zona que vai desde o Cours Belsunce , por perto da Rue Colbert até Port d’Aix é extremamente perigosa e tem fama de ser um local propício a roubos de bolsa. Recentemente, uma equipa de ambulância, que estava a recolher um doente, teve os smartphones e o telemóvel da empresa roubados da parte da frente da ambulância enquanto colocavam o doente na parte de trás. Foi aí que me roubaram a mala em plena luz do dia. Por isso, se estiveres a pensar dar um passeio até ao Arco do Triunfo e fazer um piquenique na relva debaixo das árvores – não faças isso. Esta zona é também o fim da autoestrada A7 e há relatos de motoristas que foram assaltados depois de saírem da autoestrada e terem parado o carro para verem o caminho.
  • Todos os dias vejo pelo menos dois ou três carros com o vidro traseiro partido. Se trouxeres um carro com matrículas de fora da cidade, especialmente se forem estrangeiras, é só uma questão de quando, e não de se, o vão arrombar.
  • As praias também são conhecidas pelos roubos. Praia do Profeta , catalães e o Prado De junho a setembro, há vestiários gratuitos e é aconselhável que os uses.
  • Como visitante, é bem possível que acabes por passar pelo Cours Julien , que é uma zona animada com alguns cafés e bares fantásticos e vários locais excelentes para ouvir música ao vivo. Infelizmente, também se tornou um ponto de atração para toxicodependentes, pessoas que bebem na rua e mendigos agressivos, pelo que é preciso ter cuidado neste bairro.
  • Alguns locais de música que podes acabar por visitar são os Docks de Sud que é uma superdiscoteca que organiza noites inteiras de techno e drum and bass e o Le Nomad . Ambos ficam na zona inicial dos Quartiers Nords; a estação de metro mais próxima é a de Bougainville embora o Docks de Sud fica na rede de elétricos. Deves organizar o transporte de volta para onde estiveres a ficar (a menos que estejas a planear passar a noite fora); este não é, de forma alguma, um bairro onde se deva andar por aí depois de escurecer.
  • Bougainville também é um sítio bastante suspeito, seja de dia ou de noite, com traficantes a operarem abertamente mesmo debaixo do nariz dos seguranças.
  • Há imensos festivais gratuitos e cinema ao ar livre no verão e, mais uma vez, tem cuidado com as malas e os teus pertences nessas situações.
  • Outro local, de acesso não muito fácil, é a Friche Belle de Mai , uma antiga fábrica com um bar espetacular no terraço que abre às sextas-feiras e sábados à noite durante o verão; é ali que se realizam algumas das melhores noites de discoteca e música ao vivo que a cidade tem para oferecer. Fica num bairro mais pobre, que alguns consideram perigoso, embora eu nunca tenha tido problemas por lá nem me tenha sentido em risco. Perto fica um cinema de repertório, o Gyptis , que tem filmes na língua original.
  • Há notícias de assaltantes que se fazem passar por polícias falsos, usando uma luz azul intermitente no carro, mandando os condutores encostar para depois lhes exigirem carteiras, telemóveis e outros objetos de valor. Estes assaltos estão a ocorrer nas autoestradas durante as primeiras horas da madrugada, entre as 2h e as 6h, e, segundo consta, estão a acontecer em Marselha e ao longo de toda a Riviera Francesa. É algo com que deves ter cuidado se estiveres a conduzir.

Não deixes que isso te impeça de vir cá; adoro a cidade e sinto-me muito feliz aqui, mas é um sítio perigoso, violento e cheio de crime, e é um sítio onde tens de estar muito mais atento do que noutros lugares.

Grande parte da criminalidade grave está relacionada com gangues e drogas e é muito improvável que afete um visitante, a menos que apanhes um autocarro para um dos bairros sociais em os famosos Quartiers Nord e andares à procura de sarilhos. São como as favelas da América Latina: bairros sociais inteiros ou complexos habitacionais controlados por gangues criminosas, onde a polícia só consegue entrar quando há várias carrinhas cheias de agentes, armados com espingardas de assalto e coletes à prova de balas. Se estiveres curioso, o ‘Projeto Hotel du Nord’ oferece estadias em casas de família na zona norte da cidade e passeios guiados. Estão a ser feitos alguns esforços para melhorar a vida e as oportunidades das pessoas nessas zonas, mas, em grande medida, há setores inteiros da sociedade que se encontram marginalizados.

Só posso dizer que estas são as minhas opiniões, baseadas na experiência que vivi durante doze meses em Marselha. Espero que seja útil.”

Saber mais

Dá uma olhadela no nosso dicas de especialistas sobre como evitar crimes na Riviera Francesa, e descobre mais sobre ataques com gás e invasões de domicílios.

Aqui está uma análise detalhada da criminalidade, dividida por cidade:

  • Córsega: A taxa de homicídios mais elevada da Europa Ocidental.
  • Nice: Está cheio de carteiristas e pequenos ladrões.
  • Cannes: Onde os roubos de relógios e joias estão fora de controlo.

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